O Sorriso De Chaplin

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Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, e o que não mata com certeza fortalece. Às vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer, a vida continua.

Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efémeras não valem a pena, quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Nem todo mundo é tão legal assim, e de perto ninguém é normal. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor e os amigos ainda se contam nos dedos.

Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos. Não fique preocupado, você nunca sabe quem se está a apaixonar pelo seu sorriso.

Charles Chaplin

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Filed under Citação, Inglês

Por Vezes É Assim Que Lemos Melhor

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Por vezes é assim que lemos melhor, com a respiração de alguém a embalar-nos as histórias de um livro.

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Filed under Outro

“Nunca fui como todos. Nunca tive muitos amigos. Nunca fui favorita. Nunca fui o que meus pais queriam. Nunca tive alguém que amasse, mas tive somente a mim. A minha absoluta verdade. Meu verdadeiro pensamento. O meu conforto nas horas de sofrimento. Não vivo sozinha porque gosto, e sim porque aprendi a ser só.”

Florbela Espanca.

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6 de Março de 2014 · 16:04

Opinião: Atonement (Versão Inglesa)

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Atonement, de Ian McEwan, é um livro curioso, mesmo antes de o abrir sabia que iria ser um desafio para o ler.

E nem tudo começou bem, ao descobrir que, por exemplo, em Portugal a tradução estava mal feita no final derradeiro (ver aqui) mas felizmente li a versão original, um hábito que tento manter quando entendo as Línguas escritas.

Outro factor: o filme. Vi-o em 2007 e adorei a história… com excepção do final (que não vou revelar).

Foi então nesta relação de amor-ódio que decidi ler finalmente o livro após ler óptimas críticas de amigos. Queria, de certa forma, dar a derradeira chance à história pois mesmo num filme imperfeito esta tinha-me deixado completamente apaixonado.

Atonement conta então a história de uma família Inglesa que tem início no Verão de 1935 e termina em 1999, focando-se em Briony Tallis, uma jovem que gosta de escrever peças de teatro e que observa o seu redor com detalhe numa tentativa de encaixar na sua mente uma visão absoluta do seu mundo. É este um dos pontos de partida do romance, dividido em três partes, pois Briony vê a sua irmã Cecillia a deixar-se levar pelos encantos de Robbie Turner, um rapaz protegido da família. O autor dá-nos ambas as perspectivas, a de Briony que os vê ao longe desde a janela do seu quarto; e a perspectiva real deles mesmos.

É precisamente pela diferença dessas perspectivas que Briony, num impulso só mais tarde compreendido, acusa Robbie de um crime que ele não se consegue defender sendo, por isso, enviado para a Grande Guerra e afastado de Cecillia, o objectivo primeiro de Briony.

É nesta encruzilhada de histórias e emoções que a história se desenvolve com imensos pensamentos sobre o amor, o desejo e, claro está, a expiação. São estes os momentos que enriquecem o romance dado que alinhados com a história elevam-na para patamares de profundidade e introspecção raras.

E, sim, o final do livro funciona muito melhor que no filme.

Nota: 5/5

GoodReads Link

 

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Filed under Inglês, Opinião, Romance

A Primavera, Poema

A Primavera, poema 1990

 

Nada como descobrir um poema que fiz em 1990 (com apenas oito anos) dedicado a uma senhora chamada Glória, vizinha dos meus avós.

Por vezes algumas coisas estão em nós desde bem cedo, outras nem tanto, como o meu (mau) jeito para desenhar árvores, pássaros e flores.

Mas a emoção da descoberta não deixa de ser pujante. E é isso que me vale.

 

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Filed under Poesia, Português

Por vezes a chuva é a melhor banda-sonora que um livro pode ter, a melhor companhia. Lá fora.

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E nós dentro de um imenso mundo.

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Filed under eReader, Outro, Romance

As Palavras De José Saramago

“As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos slogans publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras.”

José Saramago.

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28 de Janeiro de 2014 · 15:55