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Opinião: The Importance Of Being Earnest de Oscar Wilde

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The Importance Of Being Earnest é uma peça de teatro do aclamado escritor irlandês Oscar Wilde que estreou em 1895 em Londres. Nela Wilde apresenta-nos dois jovens ingleses, Algernon Moncrieff e John Worthing, que usam o mesmo pseudónimo, Ernest, como ponto de fuga para as suas vidas. Tal experiência às escondidas corre-lhes bem até que ambos se apaixonam por duas mulheres, Cecily Cardew e Gwendolen Fairfax,  utilizando o mesmo nome, o que leva a confusões entre todos eles.

Wilde volta aqui a rechear o texto com crítica social e humana, dando destaque a ridículos de etiqueta e educação envolvidos num humor cáustico muito ao estilo do autor.

Foi uma leitura inesperada que, numa noite de insónia, decidi ler e que em duas doses li do início ao fim, deliciado com a história e as personagens. Oscar Wilde tem aqui mais uma pequena grande obra que se junta facilmente aos seus clássicos.

Nota: 5/5

Link GoodReads.

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Opinião: Atonement (Versão Inglesa)

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Atonement, de Ian McEwan, é um livro curioso, mesmo antes de o abrir sabia que iria ser um desafio para o ler.

E nem tudo começou bem, ao descobrir que, por exemplo, em Portugal a tradução estava mal feita no final derradeiro (ver aqui) mas felizmente li a versão original, um hábito que tento manter quando entendo as Línguas escritas.

Outro factor: o filme. Vi-o em 2007 e adorei a história… com excepção do final (que não vou revelar).

Foi então nesta relação de amor-ódio que decidi ler finalmente o livro após ler óptimas críticas de amigos. Queria, de certa forma, dar a derradeira chance à história pois mesmo num filme imperfeito esta tinha-me deixado completamente apaixonado.

Atonement conta então a história de uma família Inglesa que tem início no Verão de 1935 e termina em 1999, focando-se em Briony Tallis, uma jovem que gosta de escrever peças de teatro e que observa o seu redor com detalhe numa tentativa de encaixar na sua mente uma visão absoluta do seu mundo. É este um dos pontos de partida do romance, dividido em três partes, pois Briony vê a sua irmã Cecillia a deixar-se levar pelos encantos de Robbie Turner, um rapaz protegido da família. O autor dá-nos ambas as perspectivas, a de Briony que os vê ao longe desde a janela do seu quarto; e a perspectiva real deles mesmos.

É precisamente pela diferença dessas perspectivas que Briony, num impulso só mais tarde compreendido, acusa Robbie de um crime que ele não se consegue defender sendo, por isso, enviado para a Grande Guerra e afastado de Cecillia, o objectivo primeiro de Briony.

É nesta encruzilhada de histórias e emoções que a história se desenvolve com imensos pensamentos sobre o amor, o desejo e, claro está, a expiação. São estes os momentos que enriquecem o romance dado que alinhados com a história elevam-na para patamares de profundidade e introspecção raras.

E, sim, o final do livro funciona muito melhor que no filme.

Nota: 5/5

GoodReads Link

 

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Escolha Do Próximo Livro

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Quando começo a entrar na recta final do livro Memorial do Convento de José Saramago dei por mim à procura de novo livro para começar após terminar esse. Passando uma vista de olhos pela minha lista de livros a ler (aqui) é Atonement de Ian McEwan [capa acima] que me chama mais a atenção. Embora tenha visto o filme duas vezes pois adoro a história até à parte final, que achei mal conseguida em filme mas tenho esperança que em livro funcione melhor, creio que é aposta ganha. E assim leremos.

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Opinião: The Catch Trap (Versão Inglesa)

coverbryFoi preciso um salto de fé para me decidir em ler o The Catch Trap (Salto Mortal em Portugal) da Marion Zimmer Bradley porque já tinha tentado há alguns anos ler a saga Avalon sem qualquer sucesso, foi aí que me convenci que não consigo apreciar aquele estilo. E no entanto, por conselho determinado de uma amiga, comecei a ler o livro sem nada saber dele.

A história centra-se em dois trapezistas circenses, Mario Santelli e Tommy Zane durante a década de 30 e 40 do século passado. Tommy conhece Mario ainda novo e admira-o desde o primeiro instante ao vê-lo a fazer um triplo-mortal, Mario era na altura uma das poucas pessoas a conseguirem fazer esse salto. E a ligação de mentor e pupilo acentua-se numa paixão e todos os seus reflexos de respeito, confusão, dúvida e, por fim, amor.

O romance entre os dois desenrola-se no seio da família Santelli que rapidamente adopta o jovem Tommy e o torna num Santelli com todos os direitos e responsabilidades que o bom-nome da família tinha no meio circense. E é neste ambiente e época que os dois têm os seus desacatos, consigo mesmo mas também com os restantes elementos da família.

Curioso ler-se que muitos dos preconceitos que na altura havia ainda estão absolutamente actuais nos dias de hoje, apesar do livro ter já mais de trinta anos desde o seu lançamento, não deixa de ser um murro no estômago naqueles que lutam e acreditam no respeito universal do ser humano pois a mudança das mentalidades, ao contrário do que por vezes possa ser anunciado, é lenta e arrasta para a dor as pessoas, os seus sentimentos e a sua integridade.

E é neste tumulto que o livro vence, pois não deixa nunca de ser claro que, aconteça o que acontecer, o Mario e o Tommy são feitos um para o outro, numa harmonia apenas duplicada quando estão no trapézio, como voador e base, onde se superam a si mesmos e a todos os obstáculos que encontram.

Acima de tudo The Catch Trap é uma história extremamente humana em que dificilmente não nos apaixonaremos, nós, por toda a família Santelli.

Nota: 5/5 

GoodReads Link.

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Citação: “A Morte Como Rumor Infundado” por Aldous Huxley

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A belief in hell and the knowledge that every ambition is doomed to frustration at the hands of a skeleton have never prevented the majority of human beings from behaving as though death were no more than an unfounded rumor. [Aldous Huxley]

Tradução livre:

A crença no inferno e do conhecimento que cada ambição está condenada à frustração nas mãos de um esqueleto nunca impediram a maioria dos seres humanos de se comportar como se a morte não era mais do que um rumor infundado.

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Citação: “Os Significados Feios e Belos” por Oscar Wilde

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Those who find ugly meanings in beautiful things are corrupt without being charming. This is a fault. Those who find beautiful meanings in beautiful things are the cultivated. For these there is hope. They are the elect to whom beautiful things mean only Beauty. There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written, or badly written. That is all.

Lido em The Picture OF Dorian Gray de Oscar Wilde.

Tradução livre:

Os que encontram significados feios em coisas belas são corruptos sem ser encantadores. Esta é uma falha. Os que encontram significados belos nas coisas belas são cultivados. Para estes há esperança. Eles são os eleitos para quem as coisas belas significam unicamente Beleza. Não existe tal coisa como uma moral ou um livro imoral. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. Isso é tudo.

(Imagem retirada daqui.)

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